A orientação de hoje é para os que adoram praias. Cuidado com algumas surpresas.
A água-viva é transparente, tem formato de guarda-chuva e injeta uma substância venenosa na pele, provocando queimaduras localizadas, principalmente no rosto e no tórax. Inicialmente, banhar com água do mar e amenizar o ardor com farinha e álcool. Depois que secar, remover a crosta formada pelos produtos e banhar com vinagre. Se a área afetada for muito grande, procure um médico e evite o sol enquanto persistir a mancha vermelha.
Para ferimentos comuns dos pés na areia, como os causados por cacos de vidro ou latas, lavar em água potável com sabão para evitar infecções. Banhar na água salgada é contraindicado devido à presença de bactérias, que podem retardar a cicatrização. Após a limpeza, colocar iodo.

Os sintomas podem ser semelhantes a uma gripe, como dor de garganta, dores no corpo, tosse e febre, podendo até apresentar diarreia e vômitos, dor de estômago e muito cansaço. Estes sintomas, que podem ser confundidos com a gripe causada pelo vírus influenza, podem ser causados por uma outra virose, chamada virose sazonal.
Na transição das estações a virose é típica, pois temos calor e frio, temperaturas muito variantes e clima muito seco. Vários são os vírus respiratórios que provocam estes quadros e assim muitos destes sintomas surgem e aumentam quase 20% dos casos confundidos com a gripe. Não há como prevenir com vacinas pois estas são para as gripes causadas por outros vírus e não imunizam para este quadro.
Devemos tomar cuidado com ambientes fechados, sem ventilação, com muito cigarro e muitas pessoas. Manter uma boa hidratação, deixar as mãos limpas, boa ventilação e sol em casa também são muito importantes para evitar a contaminação. As pessoas com alergias têm mais chances de complicações respiratórias das viroses como sinusite, bronquite e pneumonia. Os idosos também devem ficar atentos para as viroses pois podem precipitar quadros mais graves. É importante também que tomem vacinas preventivas, a medicação nem sempre é eficiente e o ideal é procurar um médico se o quadro clínico não melhorar entre 3 e 5 dias. Não esperem as complicações para tomar as medidas adequadas.

Publicado em Outras doenças
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As experiências pessoais e as descobertas da ciência estão trazendo vários novos conhecimentos sobre o que é realmente saudável e possível para se iniciar ou para manter um programa de qualidade de vida. Aqui estão algumas sugestões:
Fazer exercícios físicos: parece óbvio, mas a atividade física é boa e barata, baixa a pressão arterial, as taxas de açúcar e colesterol, melhora a auto-estima, e nos ajuda a envelhecer com agilidade física e mental.
Manter uma alimentação balanceada: este recurso está em nossas mãos, e comer bem pode ser uma forma de prevenção de doenças do coração, do cérebro e do aparelho digestivo. Manter o peso corporal: a obesidade traz um pacote de doenças graves como a diabetes, a pressão alta, aterosclerose (gordura na parede das artérias), além de maior incidência de câncer.
Mudanças de hábitos: não há dúvida que os excessos com bebidas alcoólicas e com o hábito de fumar são extremamente agressivos para a nossa saúde. Aumentam a chance de sermos acometidos de doenças do coração, nos tiram a potência e no mínimo dez anos do nosso tempo de vida.
Realizar avaliações clinicas periódicas: na vida real fazer prevenção dá trabalho, mas é o ideal, pois temos recursos para tratar todos os achados das avaliações clínicas diagnósticas.
Dormir bem: não deixe de cuidar do sono como cuidamos dos outros fatores de risco, pois quem dorme bem protege o coração e envelhece devagar.
Manter o equilíbrio psicossomático: cuidar das relações mente/corpo é fundamental, pois as situações de conflito que nos levam ao “stress negativo” são os gatilhos para o desencadeamento de várias doenças. Não leve a vida tão a sério.

Os estudiosos confirmam que, com a globalização, o crescimento econômico e a urbanização, as doenças crônicas vêm aumentando progressivamente. As mudanças na alimentação e os novos hábitos (bebida, cigarro) trouxeram as doenças cardiovasculares, a obesidade, a diabetes e a pressão alta. Desta forma, a Organização Mundial da Saúde relata que 80% das doenças crônicas ocorrem nos países de baixa e média renda.
Os BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China) são os mais afetados. Uma publicação da revista “Lancet” mostrou que o mundo possui já 140 milhões de diabéticos, sendo 40% na Índia e China. Esta verdadeira epidemia das doenças crônicas é ruim para os países emergentes pois, para cada 10% de doenças crônicas, o país perde 0,5% no crescimento econômico-social. Esses países do BRIC perdem por ano 20 milhões de vidas de pessoas produtivas, diminuindo a capacidade total de trabalho.
A solução é a conhecida de todos: muita prevenção e um sistema de saúde com atendimento universal e com qualidade.

A Federação Mundial do Coração definiu o Dia do Coração para estimular a preocupação com a prevenção das doenças do coração (17 milhões de mortos por ano no mundo). As doenças cardiovasculares matam pessoas nos países com renda média e baixa, não porque os países ricos não apresentem este tipo de doença, mas sim porque atendem melhor. Desta forma, a idéia é informar os fatores de risco para a população e atitudes que possam manter a qualidade de vida.
As mensagens da Federação são pelo abandono do cigarro, iniciar uma alimentação saudável e fazer atividade física. Tudo isto já é bastante conhecido, mas entre o conhecimento e a ação há uma distância enorme. Tomar uma atitude de mudança é muito difícil e só acontece, infelizmente, quando sofremos um evento grave (infarto do miocárdio ou derrame). A notícia ruim é que as doenças cardiovasculares vão continuar nos agredindo até 2040.
Assim, é melhor colocar a prevenção na sua rotina!

Uma pesquisa importante sobre mortalidade e incapacidade provocada por doenças mostrou dados muito sérios. Aqui no Brasil quase 20% dos problemas incapacitantes apresentados pela população são por transtornos psiquiátricos tais como depressão, psicose e alcoolismo. O que chama muito a atenção é o aumento da mortalidade pelas demências (inclui a doença de Alzheimer), pois a longevidade contribui para o aparecimento das doenças psiquiátricas.
Os estudos publicados pela revista “Lancet” trazem como problemas de saúde emergentes a diabetes, a pressão alta e alguns tipos de câncer (de mama, por exemplo). As mudanças alimentares contribuíram para este novo padrão, pois estão associadas ao maior consumo de carboidratos, sal e gordura.

A experiência clínica sempre mostrou como a depressão favorece a pior evolução dos pacientes cardiológicos e como influi nos eventos cardíacos agudos. Os trabalhos atuais mostram a alta prevalência (30-45% dos pacientes com doença coronária) da presença de depressão nos pacientes cardíacos.
A depressão tem um impacto negativo na evolução da doença do coração, influindo na qualidade de vida, atividade física e na reinternação. Vários mecanismos, tanto comportamentais como fisiológicos, estão implicados na relação entre depressão e piora dos quadros cardíacos. A depressão aumenta as substâncias inflamatórias que pioram a condição das artérias, principalmente no processo de ateroesclerose (depósito de gordura nas artérias). A depressão altera o equilíbrio do sistema nervoso autônomo, aumentando a atividade simpática (liberando noradrenalina), facilitando o aparecimento das arritmias. Os pacientes deprimidos têm mais dificuldades para fazer prevenção, exercícios, dieta e tomar medicação.
Desta forma, é fundamental o cuidado com esses pacientes e o tratamento adequado com psicoterapia e medicações específicas.

As observações clínicas têm nos mostrado que as pessoas que não possuem uma rede de relacionamentos (família, amigos etc.) apresentam maior facilidade de ficar doentes.
Os trabalhos científicos (mais de 700) com dados epidemiológicos confirmam que há uma relação muito importante entre solidão e maior mortalidade.
As pessoas que vivem sós e sentem a solidão ficam mais estressadas, têm mais depressão, fadiga e falta de prazer nas atividades. Os hábitos são ruins, não comem saudavelmente, não dormem bem, fumam e exageram na bebida. Os hormônios do “stress” (adrenalina e cortisol) favorecem as doenças cardiovasculares e baixam a imunidade, facilitando as doenças infecciosas. Desta forma, a busca dos grupos familiares, ações entre amigos, ajuda para os necessitados, tudo isto pode ser uma forma de evitar a solidão (e também as consequências dela).

Os pesquisadores têm investigado algumas mudanças nos hábitos que possam nos ajudar a viver mais e melhor. Assim vamos a algumas das observações.
Manter os relacionamentos familiares afetivos com pais e parentes garante menos doenças do coração. Bom humor, boas risadas e até uma gargalhada funcionam como um pequeno exercício, diminuindo o estresse e melhorando a defesa imunológica.
Tomar chá, se possível chá verde, pois este tem mais antioxidantes naturais, previne as doenças do coração. Nozes, amêndoas, castanhas e semente de girassol podem ser comidas em pequenas quantidades, prevenindo doenças como a diabetes. Não esqueça que é possível comer duas pequenas barras de chocolate amargo por semana, pois são ricos em potássio, magnésio e ferro.
Finalmente, tenha mais otimismo, perseverança, seja resiliente, pois estas pessoas vivem 10 anos mais que os pessimistas. Mantenha a sua rede social, os amigos nos deixam mais saudáveis e a família nos dá suporte emocional. Procure o autoconhecimento, os caminhos da qualidade de vida, enfim, faça alguma coisa diferente para o novo ano.

A importância da contribuição dos exames de imagem para o diagnóstico de várias doenças já está reconhecida pelos médicos. O que agora surge como uma grande preocupação é o abuso da solicitação de exames que submetem o paciente a grande quantidade de radiação.
A tomografia, a mamografia e o antigo Raio-X de tórax utilizam a radioatividade para conseguir as imagens do nosso corpo. Não há dúvida de que fazer um exame anual ou numa emergência não é arriscado… O que está acontecendo é a utilização das tomografias na rotina e, em alguns casos, a cada 3 ou 4 meses, pois este exame tem muito boa resolução.
O abuso pode modificar as nossas células e aumentar o risco de câncer. Desta forma, os profissionais estão buscando alternativas como o Ultrassom e a Ressonância Magnética, que não emitem radiação.
