Novamente a dieta do Mediterrâneo

Um estudo realizado por universidades da Grécia e dos Estados Unidos acompanhou quase 24.000 indivíduos que se submeteram à conhecida dieta do Mediterrâneo. Os pacientes não eram portadores de doenças cardiovasculares, câncer ou diabetes. A dieta sugere um cardápio com muitas verduras, frutas e legumes, muitos peixes e pouca carne e consumo moderado de álcool (vinho).
Durante quase dez anos de observação, os resultados mostraram que a mortalidade foi menor nos indivíduos que consumiram vinho moderadamente (5 doses por semana), com redução de 24% e nos que diminuíram a ingestão de carne vermelha e tiveram alto consumo de vegetais, com redução de 17%. Os flavonoides presentes na uva têm ação antioxidante, protegendo as artérias e as deixando mais elásticas, mas o álcool em excesso pode trazer outros problemas como pressão alta, acúmulo de ácido úrico e triglicérides altos no sangue, entre outros.
Assim, as outras sugestões da dieta mediterrânea, como frutas, cereais, fibras, nozes, etc. tiveram impactos menores, mas foram muito produtivas. A escolha dos alimentos é uma decisão nossa, podendo ser mudada e adaptada quantas vezes for necessário. A dieta adequada, junto com a atividade física, são as mais eficientes ferramentas para mudarmos o estilo de vida e fazer disto a prevenção das doenças cardiovasculares.

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